Fotografia: Contraluz

CONTRALUZ

Vamos imaginar que estamos num cenário fabuloso ao fim do dia, uma paisagem a perder de vista e
queremos fazer um jogo de formas, ou seja, um contraluz às pessoas que estão connosco. Como fazer
em modo semi-automático ou manual? Essa é uma questão com uma resposta muito simples. Se
optarmos por fazer em modo semi-automático, apostamos no modo A ou Av (dependendo das
câmaras) em detrimento do modo de prioridade à velocidade. Porquê? Porque assim, escolhemos a
abertura e a consequente profundidade de campo que desejarmos para compor a fotografia. A única
coisa que a máquina vai controlar, será a velocidade.
Que abertura devemos colocar? Depende da profundidade de campo que desejarmos, mas
normalmente um f/8 é uma boa opção para este tipo de fotografias.
Basta colocar no modo A/Av e já está? Não, falta a questão essencial da exposição. Se pudermos,
devemos fazer uma medição pontual para as zonas de alta luz (zonas claras da imagem) sem apontar
diretamente para o sol. Depois temos que bloquear a exposição de luz que foi medida na zona clara,
para que não haja uma nova medição, quando apontarmos para os nossos sujeitos. Quando
apontarmos para o(s) sujeito(s) que vão fazer parte da nossa imagem, apenas iremos focá-los e não
medir a luz que incide neles. Desta forma, fazemos uma medição de luz direta, em vez de reflectida.
Como é que se bloqueia a exposição? Existem máquinas (Nikon, etc.) que têm um botão AEL (Auto
Exposure Lock) que processa esse bloqueio. No caso de uma máquina Canon, existe um botão em
forma de estrela/asterisco que ativa o bloqueio da exposição. Sendo assim, passos importantes:
Colocar no modo A/Av, definir a abertura consoante a profundidade de campo desejada, apontar
para uma zona clara e medir a luz (se possível com medição pontual para acentuar contrastes),
bloquear a medição da exposição, apontar para o(s) sujeito(s) e foca-los (sempre com o bloqueio da
exposição ativo), depois é só fotografar e teremos um excelente contraluz.
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Fotografia: A Importância da Medição da luz

A IMPORTÂNCIA DA MEDIÇÃO DA LUZ

Todas as câmaras, possuem uma espécie de exposímetro interno que mede a luminosidade
que incide ou reflete num determinado espaço ou objecto. Essa medição é feita, consoante
a opção de fotometria que temos selecionada na câmara. Esta, pode ser feita de forma
geral, como no caso da foto da esquerda (medição matricial), ou de forma pontual como na
foto da direita (medição pontual).
Se muitas vezes, a luz que está presente no cenário que vamos fotografar, é uma luz
homogénea, faz sentido utilizar uma medição matricial, porque não há grandes contrastes
para salientar, no entanto, para se utilizar a luz de forma mais criativa, podemos por
exemplo no caso de um retrato, fazer uma medição pontual para a pessoa retratada, que se
encontra numa espaço mais luminoso em relação ao fundo, dando-lhe dessa forma mais
destaque.
Existem também outras formas de medição possíveis: Ponderada ao Centro e Parcial.
Fotografando no formato RAW, pode-se também, facilmente ajustar a exposição sem perder
informação nem detalhe independentemente da opção de medição de luz que temos
selecionada na câmara.
 
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Dicas e Truques: Balanço de Brancos

BALANÇO DE BRANCOS

Ao contrário do olho humano, a câmara fotográfica não ajusta automaticamente as
alterações de cor da luz. Essa cor é medida através de um valor de temperatura de cor que
define o equilíbrio de brancos de uma imagem. A temperatura de cor é o que nos vai
transmitir a cor correta ou incorreta, de um determinado espaço no tempo. A temperatura
de cor é medida em graus Kelvin que mede a intensidade da luz refletida por um corpo
negro.
Nesse sentido, o sensor da câmara pode ser equilibrado para várias temperaturas de cor:
Luz do Dia, Nublado, Sombra, Tungsténio, Fluorescente, Flash, etc.
Existe também a opção Automática (AWB) que ajusta automaticamente o balanço de
brancos, de acordo com a luz do cenário a ser fotografado. A opção CUSTOM serve para nós
próprios definirmos o balanço de brancos, baseado numa fotografia, num cartão cinzento,
etc. Algumas câmaras também possuem a opção K, que consiste em colocar apenas a
temperatura em graus Kelvin e a câmara assumirá o balanço de brancos correspondente a
esse valor de temperatura.
Se fotografarmos em RAW em vez de num ficheiro JPG podemos mais facilmente contornar
esses problemas. É extremamente importante ter o balanço de brancos correto para não
haver uma produção irreal de cores, a não ser que se queira desvirtualizar o ambiente e o
cenário.
 
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Dicas e Truques: Direção da Luz

DIREÇÃO DA LUZ

A luz, é dos factores mais importantes na fotografia, e quando se trata de luz natural, é algo
que não se controla da mesma forma que se controla a iluminação artificial num estúdio.
Estamos condicionados pelo estado do tempo, pela sazonalidade, pela duração e variações
naturais dessa mesma luz natural.
No entanto, quando fotografamos em exterior, seja qual for o tipo de luz (dura, difusa,
refletida), temos sempre que fazer opções, como por exemplo, em que direcção nos
devemos colocar? de frente para a luz? de costas para a luz? numa posição lateral?
Obviamente que não existe uma resposta universal, na realidade, tudo depende do tipo de
fotografia que pretendemos fazer e que tipo de linguagem queremos dar à nossa imagem a
nível de iluminação.
Nestes dois exemplos, em que o objeto de imagem é o mesmo, podemos facilmente
verificar a diferença em termos de linguagem que uma fotografia tem em comparação com
a outra. Se a nível técnico, as duas fotografias têm abordagens idênticas, usando pouca
profundidade de campo, no que toca a luz, a fotografia da esquerda foi fotografada com a
luz a incidir frontalmente e na foto da direita, a luz incide por trás. As sensações que as
fotografias transmitem, são diferentes, porque a forma como a mesma luz é usada, também
é diferente.
Sempre que tiver oportunidade, faça estas experiências no que respeita à luz, poderá ter
boas surpresas se abordar a luz de forma diferente.
 
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Tipo de Câmeras e Sensor

TIPOS DE CÂMERAS E SENSOR

Existem desde logo, câmaras analógicas e digitais. Os princípios técnicos são os mesmos,
numa câmara analógica e numa digital, a grande diferença é a possibilidade de visualização
imediata. Em vez de um rolo/filme, as câmaras digitais, usam um cartão de memória para
armazenar as fotografias e com o digital, apareceram conceitos novos como: Pixel, JPG,
RAW, AdobeRGB, etc.
São vários os tipos de câmaras que existem atualmente no mercado, desde simples
telemóveis, passando por compactas, bridge, híbridas, instantâneas, lomografia, reflex (slr),
etc. O que realmente diferencia todos estes tipos de câmaras, não se prende com os
megapixéis, mas sim, com o sensor e o seu tamanho.
O sensor é o componente que converte a luz fotografada em sinais electrónicos e
posteriormente no formato digital que podemos ver na câmara, computador ou em
impressão. Quanto maior o sensor melhor será a nitidez da imagem final – mais pontos de
luz verdadeiros serão transformados em imagem.
Uma câmara compacta, tem um sensor muito mais pequeno do que uma câmara reflex.
Numa câmara reflex, existem os sensores FULL FRAME e os APS-C que normalmente tem um
factor de conversão entre 1,5x e 1,6x, enquanto que numa compacta, o corte é cerca de 5x.
Uma compacta normal tem um sensor de 7,2x5,3mm enquanto que um DSLR não full frame
terá um sensor de 22,5x15mm. Uma DSLR full frame, possui o mesmo sensor de 35mm das
câmaras analógicas.
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Dicas e Truques: Filtro UV

FILTRO UV
O uso de um Filtro UV (Ultravioleta) numa objectiva, é aceite universalmente, isto porque as
objectivas são caras e não convêm risca-las, nem danifica-las. O filtro UV o que faz, é filtrar
os raios ultravioleta que não são visíveis a olho nu, nem tão pouco fotograficamente, por
isso, na realidade, o que o filtro faz é proteger a objectiva.
No entanto, existem vários tipos de Filtros, com diferentes qualidades e preços, e mesmo
um filtro UV muito bom irá criar flares de luz em determinadas situações de iluminação.
O uso de um filtro UV à noite não acrescentará valor à imagem, pelo contrário, irá espalhar
flares/halos de luz pela imagem. Fotografar ao fim do dia, com a luz solar, também iremos
ter os tais flares a estragar a nossa fotografia.
Podemos minimizar ou até evitar que isto aconteça, retirando o filtro e usando um para-sol
para evitar que a objectiva seja atingida pelas radiações intensas de luz.

Isso é claro pra se sente incomodado com esse Filtro que se encontra bastante a luz do dia. Agora, existem fotógrafos que adoram este efeito, e convenhamos este efeito realmente deixa qualquer foto exuberante, e com sua marca registrada.
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Dicas e Tuques: Volume

 VOLUME


As fotografias tradicionais e que estamos habituados a ver, impressas ou no computador,
não são tridimensionais. Elas são constituídas por um eixo x e y, largura e altura. A noção de
tridimensionalidade é nos dada pelas linhas, perspectiva e volumetria.
O volume de uma imagem, consiste na diferença entre zonas claras e zonas escuras, o
contraste produzido por luz e sombra, dá-nos a percepção de volume num objecto, em vez
da percepção do objecto ser plano. Uma iluminação mais direta e dura, irá provocar
sombras mais delineadas e dessa forma, criar mais contraste entre sombra/luz e dar-nos
mais volume num cenário, do que uma iluminação mais suave.
Procure explorar a volumetria dos espaços/objetos que fotografa.
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Dicas e Truques: COMPENSAÇÃO DA EXPOSIÇÃO

Focusfoto.com.br

COMPENSAÇÃO DA EXPOSIÇÃO
Fotografando em programas semi-automáticos (prioridade à abertura ou prioridade à
velocidade) ou mesmo no modo programa P, a relação das três variáveis técnicas (abertura,
velocidade, ISO) está concebida para uma exposição de luz correta, ou seja, o exposímetro
da máquina, situa-se a zero.
Apesar da máquina estar pré configurada para uma exposição dita correta,
independentemente do modo de medição que a máquina tenha escolhido, o fotografo pode
“enganar” a máquina, forçando-a a tornar-se mais clara ou mais escura, mexendo na
Compensação da Exposição.
Em determinadas situações, apesar do fotografo controlar a abertura ou a velocidade, a
outra variável é determinada automaticamente pela máquina e os resultados obtidos não
são os melhores, é nessa altura que a compensação da exposição entra e pode melhorar a
fotografia.
Normalmente as máquinas permitem até dois valores de exposição para compensação, ou
seja, entre +2 e -2. Compensando a exposição para +1 ou +2, estamos a tornar a fotografia
mais clara, forçando a máquina a tornar-se mais lenta ou a abrir mais o diafragma.
Compensando para valores de exposição -1 ou -2, tornamos a fotografia mais escura. É
através do botão +/- que quase todas as máquinas permitem o controlo desta compensação,
nos programas P, A/Av ou S/Tv.
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Truques e Dicas: Fotografia de Rua


FOTOGRAFIA DE RUA
A fotografia de rua é algo que será sempre explorado, mesmo que levante muitas dúvidas
em relação a direitos de imagem.
Quando fotografamos pessoas estranhas nas ruas, temos sempre dois tipos de fotografia
completamente diferentes. O primeiro, é quando usamos a pessoa para dar escala a um
cenário, outra, é quando a pessoa é objecto principal da imagem, passando a ocupar uma
grande percentagem da fotografia. Neste segundo caso, coloca-se uma questão: pedir e
fazer pose, ou retrato espontâneo? Podemos optar por fotografar e só depois pedir
autorização, para se minimizar a pose. Se é necessário pedir a toda a gente? Não,
obviamente que é impossível estar a pedir a toda a gente para ser fotografada, mas quando
pretendemos uma foto específica, devemos ir com toda a naturalidade, pedir autorização
para fotografar. Se a pessoa nos diz que não, devemos seguir em frente sem qualquer tipo
de problema, em vez de ficarmos a pensar no porquê.
Em fotografia de rua, a capacidade de comunicação e a prática do fotografo é essencial, isto
porque o à vontade com que se fotografa em determinados espaços, torna-nos quase
transparentes aos olhos de quem passa, ao contrário de alguém que não se sente
confortável a fotografar e que vai chamar bastante à atenção.
Outro problema de fotografar em espaços urbanos, é o ruído que as cidades trazem para as
imagens (sinais de trânsito, semáforos, anúncios, outdoors, caixotes de lixo, slogans, etc
etc).
Podemos minimizar esse ruído, usando-o como composição visual, trazendo-os
propositadamente para a imagem, de forma a contextualiza-la a nível temporal e/ou
espacial, jogando com perspectivas, escalas e profundidades de campo.
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Book Externo Feminino: Dalila Ferreira




Todo Fotógrafo tem seu inicio de Carreira, aquele ensaio que fica marcado em seu coração, aquele Primeiro contato com a Câmera que jamais sairá da memoria, e este ensaio me proporcionou novos horizontes, coisas antes que eu achava impossível, hoje são mais palpáveis, tenho a confiança de que a Fotografia agora faz parte da minha vida, de quem eu sou e de quem me Tornei.

Sem contar que a beleza escultural de minha irmã possibilitou um ensaio prazeroso e ao mesmo tempo memorável, a paisagem não tão rica em detalhes, em nada ofuscou nosso "Book Externo" por ter sido feito no quintal de minha casa. Enfim quando se deseja algo. Corremos atras, nos empenhamos, pra darmos o melhor de nós mesmos.
"Confira agora um dos primeiros ensaios que fotografei, não deixe de comentar."





                               


                       
















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